
domingo, 2 de março de 2008
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
Seu Tio:O Daniel

AQUARELA
Vinícius E Toquinho
Composição: Toquinho / Vinicius de Moraes / G.Morra / M.Fabrizio
Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo
Vinícius E Toquinho
Composição: Toquinho / Vinicius de Moraes / G.Morra / M.Fabrizio
Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo
Corro o lápis em torno da mão e me dou uma luva
E se faço chover, com dois riscos tenho um guarda-chuva
Se um pinguinho de tinta cair num pedacinho azul do papel
Num instante imagino uma linda gaivota a voar no céu.
Vai voando, contornando a imensa curva norte e sul
Vou com ela viajando o Havaí, Pequim ou Istambul
Pinto um barco à vela branco navegandoé tanto céu e mar num beijo azul.
Entre as nuvens vem surgindo um lindo avião rosa e grená
Tudo em volta colorindo com suas luzes a piscar
Basta imaginar e ele está partindo, sereno e lindo
E se a gente quiser.......
Ele vai pousar.
Numa folha qualquer eu desenho um navio de partida
Com alguns bons amigos, bebendo de bem com a vida
De uma América a outra eu consigo passar num segundo giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo
Um menino caminha e caminhando chega no muro
e ali logo em frente a esperar pela gente o futuro está.
E o futuro é uma astronave que tentamos pilotar
Não tem tempo nem piedade, nem tem hora de chegar
Sem pedir licença muda nossa vida e depois convida a rir ou chorar
Nessa estrada não nos cabe conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe bem ao certo onde vai dar
Vamos todos numa linda passarelade uma aquarela que um dia em fim
Descolorirá....
Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo ...
(que descolorirá)
e com cinco ou seis retas é facil fazer um castelo ...
(que descolorirá)
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo.
(e descolorirá)
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
sábado, 2 de fevereiro de 2008
SObre suas raízes

Tapuio
Início
Apresentação
Gente, lugar, história
As muitas faces de uma identidade étnica
A história oral de luta pela terra
Aspectos contemporâneos e perspectivas para o futuro
Nota sobre as fontes
Fontes de Informação
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GENTE, LUGAR, HISTÓRIA
Quem trafega pela rodovia BR-153 pode apreciar as elevações formadas pela Serra Dourada, as fazendas agropecuárias e as pequenas cidades que se multiplicaram a partir de 1940, com a criação da Colônia Agrícola Nacional de Goiás (CANG) e a construção das capitais Goiânia (1942) e Brasília (1960). Não fossem uma e outra edificação de aspecto antigo à beira da estrada, muito pouco se poderia verificar como marcas históricas deixadas pela intensa atividade de mineração e povoamento ali desenvolvida principalmente no século XVIII. Justamente nesta região — antes entremeada apenas por arraiais garimpeiros como Pilar, Crixás, Tesouras, Ouro Fino, Antas, Santa Rita e hoje inteiramente alterada pela presença das cidades de Rubiataba, Valdelândia, Cruzelândia, Ceres e Rialma — vive uma comunidade de pessoas vinculadas a uma mesma origem indígena e a um passado que remonta aos tempos da colonização.
Os que chegam ou passam desavisados, sem conhecimento prévio da história da região, dificilmente farão diferença entre essas pessoas e os demais moradores que vivem nas mesmas condições de vida sertaneja como lavradores, peões de fazenda, sendo católicos ou evangélicos e quase sempre com pouca ou nenhuma instrução. Todavia, a permanência no lugar vai permitindo desembaciar essa visão inicial e verificar quão significativa é a expressão tapuio como efeito delimitador e identificador de um conjunto de famílias entrelaçadas por constantes casamentos de parentes relacionados entre si como descendentes dos últimos índios que viveram na histórica aldeia do Carretão. Tratar dos tapuios do Carretão é voltar-se para a história dessa aldeia e da formação do estado de Goiás.
A aldeia do Carretão foi criada pela administração colonial de Goiás para receber índios Xavante. A iniciativa buscava refrear suas constantes incursões aos arraiais garimpeiros que progressivamente vinham invadindo seu território. O acordo de paz deu-se no contexto de uma política colonial menos agressiva, que propunha substituir a guerra e escravização de índios hostis à colonização pela convivência com brancos em aldeamentos construídos à semelhança de aldeias européias. Estavam em vigor o Alvará de 6 de junho de 1755, que garantia liberdade a todos os índios do Brasil, e o Diretório dos Índios, que regulamentava esta nova condição jurídica, organizando as povoações indígenas segundo padrões da civilização cristã européia.
A aldeia foi construída nas encostas da Serra Dourada junto ao Ribeirão Carretão ou São Patrício, a pouco mais de vinte léguas de Goiás, a antiga capital do estado. Foi fundada durante o reinado de Dona Maria I, entre 1784 e 1788, chamando-se inicialmente Pedro III do Carretão, em homenagem ao príncipe consorte.
Ali teriam sido aldeadas apenas duas frações de uma população presumivelmente numerosa. Inicialmente fixaram-se no local cerca de 38 pessoas de um grupo Xavante contatado no sertão de Amaro Leite. A esta população inicial somaram-se os dois mil e duzentos outros índios da mesma etnia trazidos de regiões vizinhas ao arraial de Pontal. Historiadores afirmam que esta população logo alcança o número surpreendente (talvez irreal) de cinco mil indivíduos. Nas primeiras décadas do século XIX, aquela população já tinha sido drasticamente reduzida a poucas centenas de sobreviventes devido aos surtos epidêmicos e às grandes fugas motivadas pela inadequação ao modo de vida e ao regime de trabalho no Carretão. Para contrabalançar essas perdas populacionais, seriam trazidos índios genericamente denominados Kayapó provenientes de aldeias em pleno declínio e já em processo de extinção, que foram as de São José de Mossâmedes e Maria I, também em Goiás. Relatórios provinciais também registram a presença de índios Javaé, Xerente e Karajá, o que reforça a convicção de que o convívio de etnias, muitas vezes incompatíveis entre si, foi um dos fatores motivadores das constantes retiradas e decréscimos populacionais.
Relatos deixados por viajantes que estiveram no Carretão fazem referência ao aspecto físico da aldeia. As moradas destinadas aos índios foram construídas enfileiradas uma ao lado da outra, formando uma rua. A casa maior destinava-se aos diretores de aldeia e autoridades em passagem pelo lugar. A capela, localizada dentro da casa do capelão da aldeia, o paiol de mantimentos, o moinho de milho, o engenho de açúcar, um sistema de canalização e uma estrada passando em frente à aldeia em direção a Pilar compunham as demais construções, dando-lhe aspecto de povoação emergente.
A aldeia foi fundada no tempo em que o Diretório dos Índios estava em vigor (1757-1798). Conforme a orientação daquele regimento, o governo da aldeia devia ser composto por um diretor, um pároco ou capelão, um capitão-mor indígena e uma guarnição de soldados. Os índios deviam repartir suas horas e dias de trabalho entre tarefas relacionadas com os interesses gerais da aldeia — e, conseqüentemente, do governo de Goiás — e as que se destinavam ao consumo próprio e de suas famílias. Eventualmente eram requisitados por terceiros para cumprirem tarefas diversas, como a de remeiros, carregadores e guias de viagem.
Viajantes que estiveram com alguma demora na aldeia do Carretão puderam observar a continuidade dessa organização, mesmo quando já tinha sido abolido o Diretório. Os poderes atribuídos ao diretor de aldeia por aquele regimento, o isolamento do lugar e distância dos centros urbanos faziam a população indígena aldeada correr o risco de ser transformada em mão-de-obra escrava, a despeito de uma legislação que garantia liberdade a todos os índios indistintamente. Isso também explica porque as evasões foram freqüentes na história da aldeia do Carretão.
Mas nem sempre a aldeia contou com o funcionamento pleno dessa estrutura de poder e organização do trabalho. Cronistas, naturalistas e autoridades do governo de Goiás que estiveram no Carretão não deixaram de observar, na ausência eventual de uma ou outra ou mesmo de todas as representações de autoridade, a explicação para a estagnação econômica e para um estado quase permanente de miséria da população indígena. Mesmo assim, não deixariam de registrar a boa qualidade do solo, a produção de alho, as grandes plantações de café e a condição do lugar se firmando cada vez mais como pouso de viajantes para suprirem-se de víveres e de remeiros e guias índios.
Teria sido esta condição o motivo pelo qual a aldeia do Carretão não foi extinta pelas autoridades governamentais de Goiás, como seriam as do Duro, São José de Mossâmedes e Maria I. Argumentando o declínio das atividades produtivas, a falta de recursos financeiros, a ociosidade da população indígena e mesmo a evasão ou ausência absoluta de índios no lugar, foram extintos aqueles aldeamentos criados nos séculos XVII e XVIII. Desta vez, já no século XIX, as atenções do governo de Goiás se dirigiam para a implantação da navegação dos rios Araguaia e Tocantins e para o povoamento e criação de atividades agropecuárias nessa nova região.
Os antigos aldeamentos, então localizados em áreas já colonizadas, seriam motivo de cobiça e disputa fundiária por pessoas interessadas em se apossar de terrenos doados em tempos passados aos primeiros índios ali aldeados. Para tanto, a lei n.º 601, de 18 de setembro de 1850, editada com o intuito de organizar a estrutura agrária do país, prevendo em alguns artigos a possibilidade de se adquirir terrenos de extintas aldeias, favoreceu a pura e simples invasão, seja pelo recurso de declaração falsa de que não havia mais índios no lugar, seja pela perseguição e violenta expulsão dos que ainda insistiam em lá permanecer.
O Carretão escapou a essas especulações fundiárias que levaram à extinção desses aldeamentos ainda no correr do século XIX seguramente devido a sua posição geográfica estratégica para as expedições exploratórias que partiam da cidade de Goiás em direção ao norte, precisamente a região dos rios Araguaia e Tocantins. Haverá também quem argumente nos relatórios provinciais o “parentesco” dos índios aldeados no Carretão com os que então voltavam a atemorizar, com seus ataques, as povoações e fazendas, o que é condizente com o testemunho de um naturalista, ao presenciar na mesma aldeia “índios selvagens” em visita aos seus. O Carretão manteve-se nesta condição de ponto de referência para os viajantes e, possivelmente, sem contar com recursos materiais e com a presença permanente de diretores e religiosos até o fim do século XIX. Um dos últimos relatórios provinciais, de 1879, ainda faz referência à presença de duas índias remanescentes da numerosa população Xavante aldeada no Carretão. Daí para frente, um missionário em visita ao lugar em 1888 também confirma a existência de duas índias, mas registra a presença de um índio entre elas e de caboclos descendentes de índias casadas com negros, vivendo em moradas esparsas por toda extensão do antigo terreno do aldeamento.
Rita Heloísa de Almeida
ritaheloisa@zaz.com.br
FUNAI
maio de 1999
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Enquanto te esperamos construimos um lugarzinho aqui fora para você.
Nele colocamos a cada coisa desde uma mamadeira ao seu quartinho nosso carinho.
Você Esther é como um renovo em nossas vidas.
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"Existirá sempre um remanescente...em todos os lugares e em qualquer época da vida. Ele está ao derredor... por vezes escondido, arquitetando suas idéias e demarcando a conquista. Para o " remanescente" a convicção é o alicerce da caminhada e, sem dúvida, o pilar que o sustentará no futuro."Caio Fábio
Remanescente
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Este espaço foi criado para expressar meus sentimentos e emoções,enquanto aguardo Esther.Se você chegou aqui é porque é importânte para mim.Deixe seu recado de boas vindas a minha neta,por favor!
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- Ajuntei todas as pedras que vieram sobre mim. Levantei uma escada muito alta e no alto subi. Teci um tapete floreado e no sonho me perdi. Uma estrada, um leito, uma casa, um companheiro. Tudo de pedra. Entre pedras cresceu a minha poesia. Minha vida... Quebrando pedras e plantando flores. Entre pedras que me esmagavam... Levantei a pedra rude dos meus versos. (Cora Coralina): Marizete Waldhelm:Tem experiência em docência do ensino superior e ensino médio, atuando principalmente nas seguintes disciplinas: Sociologia Geral; Sociologia da Educação; Sociologia aplicada a Administração; Sociologia do Turismo; Sociologia do Direito; Antropologia, Filosofia; Didática Geral, Metodologia do Ensino Superior; Orientação Monográfica e Educação a Distancia-Ead
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